Eurointelligence Daily Briefing (25 Nov. 2011) – Merkel, Sarkozy, and Monti agree to shut up about the ECB

The contours of a strategy became apparent yesterday, when Angela Merkel, Nicolas Sarkozy, and Mario Monti met in Strasbourg where they sent out two messages: they will shut up about the ECB (whilst hoping that the ECB itself will offer a backstop voluntarily), and in turn focus on creating ultra-tough fiscal Treaty changes.

The financial markets understand the strategy, but remain sceptical, and global fund managers yesterday continued to withdrew funds from the eurozone as a whole – as evidenced by the fall in the euro to $1.33. A firm ECB spread guarantee would almost certainly stabilise bond prices, and surely bring some funding back to the eurozone, but the ECB can at most give a time-limited commitment, which means that markets will immediately focus on the post-ECB regime. This means the eurozone still needs a credible and intelligent political agreement on December 9 that must go significant beyond the German treaty change proposals that focus solely on fiscal discipline.

Continue reading

Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados

Enquanto a Europa se afunda, a Comissão Europeia “proíbe” a ingestão de àgua!

O Dr. Andreas Hahn e o Dr. Moritz Hagenmeyer são conselheiros das empresas agro-alimentares sobre as afirmações ligadas à saúde que estas podem fazem em relação aos seus produtos. Foi pedido à Comissão Europeia se os produtores europeus de água engarrafada podiam afirmar que “o consume de regular de quantidades significativas de água permite reduzir o risco de vir a desenvolver uma desidratação”.

Ao fim de 3 anos de inquérito, os burocratas de Bruxelas chegaram à conclusão que não existem provas suficientes para afirmar que beber água previne a desidratação.

Quem tem dificuldade em acreditar numa tal estupidez, pode ler o Regulamento nº 1170/2011 da Comissão do dia 16 de novembro deste ano, assinada por Durão Barroso:
http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2011:299:0001:0003:FR:PDF

Isto significa que a partir de agora, os produtores europeus de água engarrafada estão proibidos de fazer essa afirmação em relação aos seus produtos, com uma pena que pode ir até aos dois anos de prisão.
Perante tal estupidez, as reacções são numerosas. O deputado europeu inglês Roger Helmer declarou: “Isto é de uma estupidez abissal. O Euro está em fogo, a Europa desmorona-se e existem tecnocratas chorudamente pagos para se interrogar sobre as qualidades evidentes da água e tentar proibir-nos o direito de afirmar o que é evidente. Se fosse necessário um exemplo para demonstrar a loucura que representa o projecto europeu, era este”.


Esta decisão surreal  lembra uma regulamentação europeia que muitos já esqueceram e que data de 1995. A Comissão Europeia, sempre preocupada com o nosso bem estar, chegou ao cumulo de determinar o ângulo que as bananas e os pepinos deveriam ter ou definir o calibre das cenouras. Foram assim 26 as frutas e legumes cuja forma, tamanho e consistência a serem objecto da (in)tolerância da Comissão, o resto ia para o lixo. O importante é a normalização.


http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/eu/8897662/EU-bans-claim-that-water-can-prevent-dehydration.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Commission_Regulation_%28EC%29_No_2257/94

Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados

Fernando Pessoa,a Maçonaria e as sociedades secretas

Este texto foi extraído do livro de Jorge de Matos “O Pensamento Maçónico de Fernando Pessoa

Num acervo de textos inéditos(de 1935)-reunidos apenas em 1978 por Joel Serrão,Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão na obra Da República(1910-1935)-Fernando Pessoa procurou contra-argumentar ao deputado proponente do projecto de lei(para abolir a Maçonaria em Portugal)acerca do seu carácter nefasto,supérfluo e fanático,sublinhando a essência eminentemente iniciática da Maçonaria(prejudicada pelos ataques sectários,pelos condicionalismos externos e pelos respectivos contigentes constituintes–tal como a própria Igreja Católica,refere paralelamente o poeta).

À parte isto,Pessoa não olvida também a inversão da situação corrente,isto é,a desagregação interna da pura vivência maçónica.No artigo do diário de Lisboa(em 1935),o poeta chama a atenção que”(…)a parte oculta da Maçonaria(…)nada tem de politico ou social(…)”,ou seja,que a verdadeira Maçonaria jamais se intromete ou relaciona intimamente com as estruturas volúveis do mundo profano–porque o transcende–evitando assim contágios prejudiciais e involutivos–diferentemente da orientação institucional e do dinamismo revolucionário da Maçonaria Portuguesa,patentes desde o inicio de século passado.
Continue reading

Share
Posted in Documentos | Comentários Desligados

A crise, desde 2008: mais uma crise provocada pela judaico-maçonaria Illuminati?

Vi na net e transcrevo. Os Illuminati são referidos nos livros de Dan Brown O Código Da Vinci e Anjos e Demónios

Nada acontece por acaso: em Fevereiro de 1929, Trotski foge da URSS porque Estaline “virou o bico ao prego” em relação à animosidade que tinha em relação aos judeus da Banca internacional maçónica; nesse mesmo ano, em Julho, os Illuminati da Banca internacional garantem o financiamento a Hitler para que ele pudesse preparar a segunda guerra mundial. A 24 de Outubro de 1929, dá-se o “crash” na Bolsa de NY, que gerou uma crise global que levou aos americanos cerca de trinta anos a repor um nível de vida decente.

(…) Eu compreendo que os comunistas defendam o internacionalismo: são coerentes com as suas ideias; os comunistas querem estabelecer um governo totalitário a nível mundial que privilegie um novo tipo de super-estrutura ― exactamente o que o baixo-judaísmo maçónico pretende fazer, embora utilizando outros métodos. Podemos discutir se o governo mundial comunista é diferente do governo mundial da plutocracia judaico-maçónica, mas a verdade é que ambos estão de acordo ao condenarem o nacionalismo a nível global.

A crise financeira a que assistimos neste momento foi provocada pela judaico-maçonaria Illuminati que controla a Banca internacional. Os banqueiros do baixo-judaísmo maçónico internacional colocaram o dinheiro dos depositantes americanos em hipotecas, e depois “deitaram abaixo” o mercado imobiliário americano utilizando rumores e jogadas de bastidores nas Bolsas de vários países.

Depois de instalada a crise, passam a comprar a riqueza adquirida pelo comum dos cidadãos a preços de saldo. Pior: obrigam os governos a pedir enormes quantidades de dinheiro (liquidez) aos Bancos Centrais ― controlados pela judaico-maçonaria ―, para injectarem depois esse dinheiro no mercado, porque triliões de Dólares desapareceram num ápice devido ao pânico instalado nas Bolsas, pânico esse que fez com que a maioria dos investidores vendesse as suas participações e comprasse Dólares e Euros ― a corrida à moeda e ao ouro, para além da crise de confiança interbancária instalada, é uma das razões porque o dinheiro “desapareceu” e os Bancos Centrais foram obrigados a injectar capital “inventado” pela judaico-maçonaria plutocrata que é emprestado pelos Bancos Centrais por eles controlados.

Finalmente, aparece o Durão Barroso a sublinhar a importância do Euro na contenção da crise que os próprios mentores do Euro (o baixo-judaísmo maçónico internacional) provocaram. Trata-se de uma realidade de “pescadinha de rabo na boca”: sem os “meios globais de intervenção” instituídos pela judaico-maçonaria internacional ― como é o Euro e o Dólar ― “os povos não se podem defender”; e por causa dos mecanismos económicos globalistas controlados pela judaico-maçonaria, os povos são chupados até à medula.

A verdade é que tanto os comunistas da “Internacional”, como os banqueiros Illuminati judeus da “Nova Ordem Mundial”, já conseguiram destruir uma enorme parte do tecido nacionalista em todo o mundo, criando a ilusão generalizada de que o nacionalismo é incompatível com uma boa administração do planeta. De um lado e doutro, cria-se propositadamente a confusão entre “colaboração global entre nações” e “governo mundial”, e a própria lógica Illuminati alimenta-se a ela própria: vemos gente como Mário Soares (que é membro da maçonaria, e portanto, republicano), que diz ter-se “batido pelas liberdades”, a defender publicamente um “governo mundial” ― que acabará sempre, de uma maneira ou doutra, por ser totalitário ― e isto para contrariar o totalitarismo global tendencial promovido dos Illuminati judaico-maçónicos ― um absurdo completo! (que os incautos engolem).

Do lado dos comunistas, para além do seu declínio na cena mundial delineado pelos Illuminati, já sabemos o que temos: colaboram quanto podem para que a judaico-maçonaria fracasse e se levante uma Revolução mundial totalitária, que indigite os novos poderosos por entre uma nomenclatura comunista auto-eleita que se diz pertencente ao povo, mas que a partir do momento em que assumem o poder, passam a tratar o povo exactamente como fazem hoje os banqueiros Illuminati.

Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados

Eurointelligence Daily Briefing – The run on the eurozone has started


  • A German bond auction flops, as investors are now starting to bet heavily on the break-up of the eurozone;
  • the euro falls, as do global equity prices;
  • Italian spreads are back above 500bp, and Belgian spreads at 350bp – levels at which neither country can sustain its membership in the eurozone;
  • as a result of yesterday’s events, the eurozone government bond market is effectively broken;
  • Jose Manuel Barroso says that it may be “difficult or impossible” to sustain the euro without further political integration;
  • several German reports this morning say that the opposition against Eurobonds within Angela Merkel’s government may not be as strong and principled as believed;
  • German newspapers this morning have been running angry tirades against Eurobonds, and especially against the European Commission;
  • Gerald Braunberger warns that Germany may be too self-confident at this moment;
  • Wolfgang Münchau writes that there are two lies lie at the heart of the German misconception of the crisis: a fiscalisation lie, and an inflation lie;
  • Mark Schieritz says that the rise of Adolf Hitler was not caused by inflation of 1923, but the misguided hard currency policies adopted in subsequent years;
  • Henry Kissinger says he is convinced that the Europeans will ultimately overcome the crisis, but says he does not how;
  • the political standoff between Belgium’s political parties continues despite the dramatic rise in interest rate spreads;
  • Antonis Samaras finally sends a letter, in which he expresses criticisms of a large part of the programme;
  • the letter may cause big problems inside his own party;
  • the Greek budget hole is getting bigger and bigger;
  • Portugal is subject to a 24-hour general strike today;
  • Finland’s finance minister Jutta Urpilainen, meanwhile, says if all else fails, the ECB has to step in.
Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados

O QUINTO IMPÉRIO, de Dominique de Roux (LIVRO COMPLETO)

O Quinto Império

Conforme uma crítica, de Orlando Vitorino no blog ‘Liceu Aristotélico’, ”o livro simultaneamente mais interessante e mais valioso entre tantos que, depois de Abril de 1974, se escreveram sobre Portugal, é sem dúvida o deDominique de Roux, «Le Cinquième Empire» (Ed. Belfont, Paris).”
LINK PARA VER O LIVRO

Transcrevemos o resto:

“A tese do autor é a seguinte: Portugal foi o último dos impérios e seu termo, dado agora, abre a história da humanidade para o Quinto Império, aquele que, anunciado nos libros da tradição mais sagrada e mais secreta, será o império da universalidade. Em termos mais correctos: encerrado o longo ciclo de imperialismo, a humanidade vai entrar no ciclo do universalismo. Ao poder na terra e no tempo, sucederá o poder do uno e do espírito. A dissolução do último império terrenal, equivale à putrefacção, ou saturnificação, onde germinará a flor.

No que tem de narrativo (toda a história da preparação e execução do 25 de Abril), o livro de Dominique de Roux é uma minuciosa descrição de um povo putrefacto. A famosa lamentação shakespereana de que «algumas coisa está podre no reino da Dinamarca», pode completar-se agora com a exultação de que «tudo está podre no reino de Portugal». Isso explica que, sendo este livro o mais interessante e valioso de quantos se publicaram sobre Portugal, seja também o mais silenciado, o que «ninguém leu», o que nenhum jornal noticiou. Com efeito, todos ali figuram mergulhados na podridão, desde os campeões militares e os caudilhos políticos que executaram o golpe até aos homens e mulheres mais em evidência na velha e na nova sociedade portuguesa. Todos são descritos «en su tinta»; os campeões militares, por exemplo, surgem em ambientes e actos, em que o autor também participou, vividos na guerra do Ultramar de cuja realidade e sentido todos foram igualmente ignorantes, moscas saturninas e tontas.

Dominique de Roux era uma personalidade enigmática: jornalista de celebridade mundial, era também «intelectual», de um tipo que os jornalistas nunca são; nos campos de guerra em África, entrevistava, antes do 25 de Abril, Kaulza, Spínola e Otelo, e, depois do 25 de abril, Jonas Savimbi, mas ao mesmo tempo fundava e dirigia a colecção «10-18», que todos nós conhecemos, e organizava os sucessivos números da revista «Exil». Nos primeiros dias que se seguiram ao golpe de Abril, três diárioscomunistas publicavam a várias colunas da 1.ª página o seu retrato com a legenda: «à solta em Portugal um dos principais agentes da reacção internacional…». Tinha preocupações de aristocrática elegância e havia quem dissesse que era um dirigente da polícia secreta francesa, o que este seu livro permite confirmar… Morreu de repente, quando acabava de publicar o «Cinquième Empire» e dias depois da invasão do Congo pelos comunistas de Angola. Há quem diga que foi assassinado.

Na imagem: Dominique de Roux

Ao lermos o «Cinquième Empire», mais uma vez evocamos o antiquíssimo mito de como tantas vezes se vai procurar longe o que se tem à mão. Procurando a «flor azul» na distância impossível de percorrer», Dominique de Roux só pôde conhecer, do último império, a putrefacção. Nunca foi aonde o mito do império do espírito é todos os anos celebrado, embora ponha em epígrafe do seu livro um poema de Natália Correia, e não mostra conhecer (exceptuada uma apressada alusão a António Telmo) aqueles que, como Agostinho da Silva, melhor lhe poderiam falar. O jornalista atraiçou o intelectual. Ofuscado pelas vedetas, passou ao lado do que buscava e não o viu. Condenou-se a só ver a podridão (in Escola Formal, 1977, p. 9).

Share
Posted in Documentos, Livros Digitalizados, Moçambique Colonial, Portugal Colonial | Comentários Desligados

“Voz da Revolução” – alguns números históricos do órgão de informação oficial da FRELIMO

Título alternativo Voz da Revolução
Órgão oficial da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO)
Autor Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO)
Editor Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), (Dar es Salaam)
Data 1972-09
Tipo de recurso Magazines (Periodicals)
Idioma Portuguese
Tópico Anti-Colonial

 

ver Galeria - AQUI

A Voz da Revolução era a principal publicação em português da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). A FRELIMO também publicava ‘Mozambique Revolution’, em inglês, porém os boletins se distinguiam pelo público-alvo e pelo enfoque de seus artigos. Diferente da Mozambique Revolution, destinada à distribuição internacional, A Voz da Revolução era voltada a um público dentro de Moçambique e do movimento de libertação, com ênfase nas dimensões internas da luta. A Voz da Revolução tinha uma distribuição internacional bastante limitada. Por isso, as edições encontram-se disponíveis num número bastante restrito de bibliotecas a nível mundial. Apesar de o início da publicação ter sido em 1965, alguns bancos de ados padrão em bibliotecas, como o Worldcat e a Biblioteca do Congresso dos EUA, acusam ser 1971 o ano de sua criação.

Share
Posted in Moçambique Colonial, Revistas Digitalizadas | Comentários Desligados

Não deixem o macaquinho brincar com a ‘kalash’!

 

 

 

Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados

Chomsky: 9/11 – was there an alternative?

Noam Chomsky foi um dos principais activistas norte-americanos pela causa de Timor-Leste. LER AQUI O ARTIGO COMPLETO

(…) A number of analysts have observed that although bin Laden was finally killed, he won some major successes in his war against the US. “He repeatedly asserted that the only way to drive the US from the Muslim world and defeat its satraps was by drawing Americans into a series of small but expensive wars that would ultimately bankrupt them,” Eric Margolis writes. “‘Bleeding the US,’ in his words. The United States, first under George W Bush and then Barack Obama, rushed right into bin Laden’s trap  … Grotesquely overblown military outlays and debt addiction … may be the most pernicious legacy of the man who thought he could defeat the United States” – particularly when the debt is being cynically exploited by the far right, with the collusion of the Democrat establishment, to undermine what remains of social programs, public education, unions, and, in general, remaining barriers to corporate tyranny.

That Washington was bent on fulfilling bin Laden’s fervent wishes was evident at once. As discussed in my book 9-11, written shortly after those attacks occurred, anyone with knowledge of the region could recognise “that a massive assault on a Muslim population would be the answer to the prayers of bin Laden and his associates, and would lead the US and its allies into a ‘diabolical trap’, as the French foreign minister put it”.

The senior CIA analyst responsible for tracking Osama bin Laden from 1996, Michael Scheuer, wrote shortly after that “bin Laden has been precise in telling America the reasons he is waging war on us. [He] is out to drastically alter US and Western policies toward the Islamic world”, and largely succeeded: “US forces and policies are completing the radicalisation of the Islamic world, something Osama bin Laden has been trying to do with substantial but incomplete success since the early 1990s. As a result, I think it is fair to conclude that the United States of America remains bin Laden’s only indispensable ally.” And arguably remains so, even after his death.(…)

Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados

Maçonaria em Moçambique “independente” há dois anos, tendo na altura três lojas e 200 membros

A Maçonaria está a instalar-se em força nos países lusófonos. A Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), a maçonaria regular, já tem lojas em todos os países e territórios onde se fala a língua portuguesa.

Angola é o país onde se verifica maior crescimento, existindo neste momento três lojas da GLLP, com um total de 150 maçons – adiantou ao SOL o grão-mestre da maçonaria regular, José Moreno. O mesmo crescimento verifica-se em Cabo Verde, onde a GLLP já tem duas lojas. Timor, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Macau têm, cada um, uma loja maçónica. A última a ser constituída foi a de Macau, no passado mês de Junho: «Fui a Macau consagrar essa loja», refere José Moreno, acrescentando que só neste território haverá maçons da outra maçonaria, a irregular. «Nos outros não há. Só há maçonaria regular», garante. Já no Brasil e em Moçambique o peso da maçonaria é tal que a organização foi autonomizada da portuguesa.

«Nestes países, já há a Grande Loja Legal do Brasil e a Grande Loja Legal de Moçambique», explica José Moreno, acrescentando que no território brasileiro «há milhões de maçons». Moçambique, por seu lado, obteve a sua ‘independência’ há dois anos, tendo na altura três lojas e 200 membros. Ou seja, nestes dois países a maçonaria regular não depende da portuguesa: têm um grão-mestre próprio e são reconhecidas internacionalmente. As outras, isto é, a de Angola e dos restantes países, pertencem à Grande Loja Legal de Portugal, sendo o grão-mestre José Moreno.

Continue reading

Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados

Angola e Moçambique no filme Africa Addio

Recorte do filme África Addio,documentário italiano de 1966 dirigido por Gualtiero Jacopetti e Franco Prosperi com a parte referente a Angola e Moçambique

 

Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados

Appunti per un’Orestiade africana [Notas para uma Oresteia africana] de Pier Paolo Pasolini

Título em português: Notas para uma Oresteia africana. Título original: Appunti per un’Orestiade Africana. Realização e argumento: Pier Paolo Pasolini. Ano: 1970. Música: Gato Barbieri. Fotografia: Giorgio Pelloni. Produtora:I Film Dell`Orso/IDI Cinematografica/ Radiotelevisione italiana. Género: documentário. Origem: Itália. Duração: 65min. Cor: P/B

Appunti per un’Orestiade africana [Notas para uma Oresteia africana] de Pier Paolo Pasolini, é um ensaio político sobre a invenção da liberdade.  Notas para uma Oresteia africana, se partilha preocupações com África 50 (e foi, como ele, objecto da desistência da instituição que o encomendou, neste caso, a televisão pública italiana), além de se desenvolver num tempo histórico distinto – a África pós-colonial dos anos 60 –, persegue vias de interrogação sociológica e de elaboração formal incomparavelmente aventureiras.

 

A história deste Notas para uma Oresteia africana começa, em 1959, com o pedido de Vittorio Gassman de tradução da Oresteia, de Ésquilo, a Pier Paolo Pasolini, com vista à sua encenação, pelo Teatro Popolare Italiano, no Teatro Grego de Siracusa. Pasolini dá-se então a liberdade de uma tradução criteriosa mas pessoalíssima, em que voltaria a trabalhar anos mais tarde, entre 1968 e 1970, aquando da realização de Notas para uma Oresteia africana. É essa versão moderna do texto clássico que Pasolini utiliza nos comentários que acompanham o filme e é justamente a edição dessa tradução o livro que surge, ao lado do mapa do continente africano, no plano inicial do filme.

Continue reading

Share
Posted in Filmes e Vídeos | Comentários Desligados

LAURENTINA ‘ESTA PRETA FOI DE BOA PARA MELHOR’ GERA CONTESTAÇÃO

Ontem, Terça-feira, teve lugar uma Conferência de Imprensa ‘para colocar o Posicionamento do Fórum Mulher, Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH)’.

Afinal o que estava em causa? Uma publicidade mais atrevida da Laurentina para a sua cerveja preta e respectivo vasilhame. As vozes contestatárias berram o seu ‘NÃO NOS CALAREMOS! A NOSSA LUTA E CONTINUARÁ ATÉ QUE SEJAMOS LIVRES. DE TODAS AS FORMAS DE VIOLÊNCIA!

Sem comentários…

Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados

07 de Setembro (de 1974) Movimento Moçambique Livre

Faz hoje 37 anos que foi assinado o acordo de Lusaka entre Portugal e a FRELIMO. As conversações, que decorreram entre 5 e 7 de Setembro de 1974, prepararam o processo de descolonização e fixaram a independência para 25 de Junho de 1975. Desde o dia 5 de Setembro que Lourenço Marques era palco de diversas manifestações de apoio à FRELIMO. No Estádio da Machava, as negociações eram acompanhadas por milhares de pessoas em clima de festa. O comício era contínuo. Foi organizado por sectores ligados à FRELIMO, e apoiado por grupos de esquerda da capital, tais como os Democratas de Moçambique, o LEMA e a Associação Académica de Moçambique. Mas, à direita, as posições extremavam-se e tentavam travar o processo que conduziria Moçambique à independência. Muitos que não concordavam com o rumo que a História estava a levar, tentavam uma solução tipo Rodésia.
A 7 de Setembro de 1974, adeptos do FICO, militares portugueses, muitos brancos e alguns negros ocuparam no Rádio Clube de Moçambique. Auto-denominavam-se Movimento Moçambique Livre e atribuíam a sua revolta directa ao arrastar de uma bandeira portuguesa na baixa da cidade. Acusavam os simpatizantes da Frelimo de serem os responsáveis pela provocação. Mas, em causa, estava mesmo o acordo de Lusaka e a inevitabilidade da independência a 25 de Junho. Uma enorme multidão concentrou-se em frente ao RCM.
Foi o começo de 4 dias de conflitos. Um grupo de revoltosos assaltou a Penitenciária e libertou todos os presos. Entre eles estavam vários agentes da PIDE/DGS. Alguns grupos chegaram mesmo a controlar os CTT e o Aeroporto. Em Lourenço Marques o saldo foi trágico. Os confrontos e ataques entre os revoltosos e os apoiantes da Frelimo causaram um número indeterminado de mortos. Não há dados certos, mas poderão ter morrido entre 300 a 1.500 pessoas. Em Lusaka, as delegações de Portugal e da FRELIMO mantiveram o acordo. A 12 de Setembro chegou a Lourenço Marques o Alto-Comissário português, Vítor Crespo, e no dia seguinte, pisaram o solo da capital os primeiros dirigentes da Frelimo que iriam integrar o Governo de Transição. A tomada de posse ocorreu a 21 Outubro. Tinha como Primeiro-Ministro Joaquim Chissano.
Share
Posted in Moçambique Colonial, Músicas e Sons | Comentários Desligados

VISÕES DE IMPÉRIO NAS VÉSPERAS DO “ULTIMATO”: UM ESTUDO DE CASO SOBRE O IMPERIALISMO PORTUGUÊS (1889)

Dissertação de Mestrado em Estudos Africanos. Universidade do Porto 2006. por Luís Carmo Reis

Download AQUI (documento PDF)

Share
Posted in Notícias | Comentários Desligados